(eu estou hiperativo, nao consigo ir dormir, entao vou escrever)
Para aqueles que acham absurdo, sim eu gosto do Serra. Mas é um gosto diferente.
Eu não gosto de políticos at all. Na verdade, não gosto de política, at all. Pra mim, podiam todos serem despedidos e começarmos a fazer camaras sindicais anarquistas, dividiriamos as cidades em setores pequenos e todos teriam direito de ser ouvidos. Mas infelizmente, o Brasil AINDA não é anarquista. Portanto, eu gosto de alguns políticos bem-encaradas. Os caras fazem merda, todos eles fazem, mas poucos são bons nisso, como o Serra, o Kassab, o Alckimin, o Covas... Se é pra fazer merda, faz direito e esconde bem.
Não voto mais no PT devido aos absurdos feitos em nome do partido (ou seja, se alguém tem coragem de usar uma bandeira suja, se fodeu), e evito o máximo possível esses partidos grandes. Eu voto por nome, pela pessoa. Acredito que uma pessoa faz mais do que mil políticos; Therefore, eu gosto do Serra, mas ele com certeza não é meu ideal de político, mas parece-me, aos olhos de 'bom' psicólogo, que ele é uma boa pessoa. Como meu ideal de governo não é o capitalismo, meu ideal de democracia não é a em vigor, contento-me com pessoas boas e que respeitam ao menos as leis vigentes. Sei que o cara fez merda, mas só o superhomem tem boas idéias quando uma bomba explode. Sei que isso não vai mudar nada a relação que vocês vêem ele, mas é uma questão minha, não acho que isso deveria afetar at all (at all).
Aliás, o kassab está usando psicologia comportamental (ciencia, pela primeira vez, sendo usada para o bem!) para melhorar a cidade. Ele está usando métodos não-coercitivos... é bem interessante, sabe. Ao invés de punir os "errados" ele "recompensa" o "certos".
boa noite
ps.: sei que no texto eu só citei pessoas do PSDB (e DEM), mas eu gosto muito da Soninha Francine, fui um pouco com a cara da Heloísa Helena, da Marina...
Providing a springboard for women entrepreneurs in India
14 horas atrás
11 comentários:
"Sorria, meu bem
Sorrrrriaaaaa
É Kassab prefeito
25 no peito
nesse a gente confiaaa"
Concordo! o Serra é uma pessoa de bem. Com ele não tem conversa! É polícia na rua, na faculdade, na favela. Tem que acabar mesmo com estudante baderneiro ou favelado que acha que tem direito! Vivemos em um estado de direito, afinal, e os cidadãos de bem tem o direito de não serem importunados, imagina, meu deus, o medo que a gente sente a cada farol! O Serra é uma pessoa de bem, diferente daquele analfabeto de nove dedos - como uma pessoa assim pode ser presidente???
Faltou um link.
http://opovo.uol.com.br/opovo/politica/img/695477_not_fot.jpg
1. o conceito de política e de político com o qual você está operando é lamentavelmente estreito.
é impossível pensar seriamente a política circunscrevendo-a às instituições da democracia representativa.
2. a sua concepção de anarquismo é estreita. anarquismo não é abolição do estado e redução das unidades políticas.
3. a sua compreensão da sociedade moderna é estreita.
4. a sua concepção de ação política é estreita ("fazer", "fazer direito", "esconder"). é inacreditavelmente ingênuo atribuir essa potencialidade redentora à ação individual sem considerar dispositivos de poder.
5. dizer que governar através de estímulos é usar a ciência a favor da sociedade é no mínimo perigoso. além de ser o direto oposto de um ideal anarquista de organização política e da ação individual redentora que você defendeu algums linha para cima. introduz uma contradição insolúvel no seu texto.
eu sei que o seu texto não se propões a ser sério, mas não há nele nenhum argumento racional válido para sua posição política.
pelo contrário, ele desloca a política para a mesma irracionalidade das suas posições.
(especificamente Tito)Sim, queridos sociólogos, pra voces, a visao de qualquer um que não teve aula de política seria estreita. Mas admito, minha visão é estreita, e estou muito feliz com ela.
Não acho que esse post resuma minha visão de política, nem ao menos vocês deveriam imaginar que esse textinho minúsculo representa toda minha visão política. Quanto à ciência, acho que o Governo tem que usá-la, e se você não entende nada de behaviorismo (demonstrado pelo seu uso da palavra "estímulos") não vejo sentido em rebater seu argumento.
Eu acredito que as pessoas fazem mais do que orgãos públicos e suas ações valem mais do que mil decretos.
Pelo menos algum assunto do universo eu não sei muito, as vezes eu prefiro continuar ignorante em alguma coisa.
1. Não sou contra o emprego da ciência em políticas públicas. Apenas acredito existir uma contradição insolúvel entre a aplicação da psicologia comportamental como política pública e o ideal anarquista com o qual você diz simpatizar.
2. Não tenho nada contra sua opinião política, acredito apenas que nesse texto você antes reafirma a irracionalidade dessa posição atribuindo uma irracionalidade à política do que a fundamenta em valores ou em uma racionalidade "científica".
3. não acho que só alguém que estudou ciências sociais é capaz de ter uma visão ampla da política. Acho que qualificar ou desqualificar o discurso de alguém alguém pela formação é estúpido. Assim, acho impróprio você desqualificar meu conhecimento sobre psicologia comportamental por que usei o termo "estímulo", mesmo você sabendo que se você trocar essa palavra por "recompensa" o meu argumento se mantém. Eu procurei fazer uma crítica imanente ao seu texto e você deveria tentar fazer o mesmo ao invés de sugerir que nos mantenhamos em uma dupla ignorância.
4. Não acho própria sua separação radical entre "pessoas" e "órgãos públicos". Os órgãos públicos não são operados por pessoas? As pessoas não agem através de órgão públicos? Você deveria considerar que muitas vezes o que chamamos de "ação individual" é uma representação (muitas vezes grosseira, especialmente no caso da política) dos desdobramentos institucionais, públicos ou políticos da ação de uma pessoa, ou uma série de ações de pessoas orientadas por uma pessoa.
Se você não gosta de discutir não vou ser eu quem vai te encher o saco, só acho que todos temos a ganhar com um diálogo.
Levei o seu texto a sério, e é por isso que me preocupo em criticá-lo.
Se eu fosse indiferente não perderia meu tempo para te irritar: pode ter certeza que eu tenho coisas melhores para fazer.
Ok, guardemos nossa discussão para momentos mais adequados! Não que eu não queira discutir, pelo contrário, mas não estou gostando de discutir assim.
Eu insisto na discussão porque ela toca em pontos muito importantes.
Primeiro, admiro a seriedade e franqueza do Peçanha. Seriedade que eu não tive, preferindo a ironia. Ia ficar tudo na mesma, mas o Tito botou em itens os pontos fundamentais.
A colocação política é importante, mas não obrigatoriamente pública, como foi aqui. Sou muito favorável que sejam publicadas, justamente por isso: os argumentos (e contra-argumentos) são postos à prova. Não creio que as críticas do Peçanha tenham sido ininteligíveis pra quem não "fez aulas de Política".
A (im)precisão dos termos sempre é problemática, ainda mais em um blog como esse, que é bastante "leve". Acho inclusive que uma leitura bastante benevolente deveria inclusive relativizar o uso do termo "anarquia". Como ele é posto aqui dá calafrios quando comparado com a anarquia que é discutida por aí. O problema é que ela bebe do senso comum e se coloca como oposta a este. Se você realmente se interessar por isso, posso recomendar algumas pessoas, alguns textos (que não tive contato em aulas, antes que venha usar isso pra se esquivar de me levar a sério), alguns lugares onde a anarquia é discutida e colocada de uma forma mais interessante (e diálogada e pensada, sobretudo).
Quanto ao conteúdo do texto mesmo, acho que é um erro avaliar um ou outro político, individualmente, ou determinada política pontualmente. A avaliação de um político deve ser feita a partir de um contexto o mais amplo possível. Uma lei como a cidade limpa "do Kassab" ou a anti-fumo "do Serra" é resultado de um longo processo de acordos e anuências e acordos entre diversos indivíduos, além de serem programas que se colocam dentro de uma determinada proposta para a cidade que é importante notar.
Além disso, você elogia o caráter de "recompensar o certo", o que na verdade não elimina uma punição ao errado, ainda que subreptícia. Afinal, é só perceber as reações dos adeptos e criadores da Lei anti-fumo quando se questiona os seus métodos. É só denunciar os aspectos "menos democráticos" ou mais autoritários da lei, para ser descaracterizado.
Por fim, a postura de defender as leis vigentes e as "pessoas boas" é muito diferente do que se esperaria de alguém que parece estar disposto a lutar pela anarquia, já que disse que o Brasil "ainda" não é anarquista.
Desculpem pela demora pessoas, mas eu tentei escrever e todas as vezes meu texto foi perdido, espero que dessa vez funcione.
Bem, como ia dizer, eu concordo com vocês, e vejo que eu fui meio boboca, talvez até infantil, na argumentação. De qualquer maneira, acho a discussão muito boa, mas nunca fui muito found off discussões em comentários, mas vamos lá.
Bem, eu tento evitar manter essa visão sobre o anarquismo, pensando mais sobre um anarcosindicalismo e coisas desse genero; Imagino o anarquismo como discussõe políticas em várias regiões, tentando apaziguar as várias vontades, mas é tudo muito imaginativo, nao tenho nenhuma idéia de com funcionaria ou funciona na teoria "real". Não seis e tenho tempo esse ano de ler sobre o assunto, mas se alguém tiver, me interesso. Não gosto da questão da militância pseudo-anarquista, nem do fato de anarquismo virou sinonimo de putaria generalizada. Porém, me agradam algumas teorias a respeito, ainda mais falando em anarcocapitalismo...
Ah, sim não entendo como partiu do meu texto as coisas, acho que vocês estão muito politizados, pro meu gosto. Fiz apenas alguns comentários inocentes e aleatórios sobre algumas idéias acomodadas da política atual...
Comentários nunca são inocentes.
Ok, Yuri, comentários de fato nunca são inocentes. Acho que você entendeu o que eu quis dizer e ao mesmo tempo não entendeu. Não me importo.
Postar um comentário